Hepatites Virais

As hepatites virais, notadamente as causadas pelos vírus A, B e C, sendo doenças infecciosas, também constituem um dos principais campos de atuação do infectologista.

O tratamento da hepatite viral é fundamentalmente baseado na tentativa de eliminação do vírus da hepatite e/ou da estimulação do sistema imunológico para combater o vírus através de medicações antivirais e imunomoduladoras, não fazendo parte da terapêutica o tratamento do fígado em si.

Nos congressos de infectologia, o diagnóstico e tratamento de hepatites virais sempre ocupa lugar de destaque, de modo a manter a especialidade sempre atualizada neste grupo de doenças cujo tratamento se encontra em constante evolução. Nos centros de formação em infectologia, os ambulatórios destinados ao tratamento de hepatites virais ocupam parte considerável do treinamento do especialista.

As hepatites virais, pela sua alta prevalência na população brasileira, são motivo de grande preocupação em saúde pública. Estima-se que em 2002, cerca de 70% da população brasileira já tenha sido infectada pelo vírus da hepatite A e cerca de 15% pelo vírus da hepatite B. Estima-se também que as hepatites crônicas pelos vírus B e C atingem, respectivamente, 1,5% e 1,0% dos brasileiros, perfazendo mais de 2 milhões de pessoas. Deste total, a imensa maioria é assintomática, muitos sem fator de risco identificável, e se não diagnosticados e tratados, vários podem evoluir para cirrose e câncer hepático. 

Entre os portadores do vírus da hepatite C, quase metade é assintomática e não tem qualquer fator de risco, sendo a infecção comumente descoberta em exame sorológico de rotina. Assim, é fundamental que os casos sejam precocemente diagnosticados no período assintomático da doença e, quando indicado, instituído o tratamento correto.

O infectologista é um especialista capacitado a solicitar e interpretar adequadamente os exames sorológicos necessários para o diagnóstico de hepatites virais e realizar o tratamento e acompanhamento dos pacientes infectados.