HIV/AIDS

O acompanhamento de pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), também é de responsabilidade do médico infectologista. Talvez hoje essa atribuição seja o principal campo de atuação do infectologista no cenário ambulatorial.

Atualmente, com as medicações disponíveis, a infecção pelo HIV se tornou uma doença crônica, tal qual a hipertensão arterial ou diabetes, para as quais, não existindo ainda cura, existe excelente controle.

Assim, os pacientes com infecção pelo HIV podem levar uma vida perfeitamente normal e produtiva, como qualquer outro paciente portador de doença crônica, desde que recebam acompanhamento médico adequado.

São mais de 600.000 brasileiros infectados, sendo que a cada três portadores do vírus, dois desconhecem estarem infectados. Infelizmente, na maioria dos casos, é feito diagnóstico tardio da doença, conferindo pior prognóstico a esse grupo de doentes. Hoje sabe se que o quanto mais precoce for o diagnóstico e o início de tratamento, melhor o prognóstico para o paciente.

O Brasil é hoje, sem dúvida, detentor de um bem sucedido programa nacional de combate a AIDS do mundo, exemplo para todos os países desenvolvidos. O programa garante medicação gratuita para todos os pacientes com indicação de tratamento, sejam eles acompanhados em serviços públicos ou privados.

O infectologista é o profissional que pode realizar a orientação adequada sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e prognóstico da infecção pelo vírus da AIDS.

Hoje esses pacientes devem se monitorizados constantemente principalmente visando prever alguns efeitos dos antiretrovirais.

Apesar de hoje o cenário do tratamento ter apresentado uma enorme evolução , assuntos como risco cardiovascular, alterações renais/ósseas, lipodistrofia e alterações neurológicas são tópicos muito relevantes no seguimento desses pacientes.